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Archive for the ‘História’ Category

– (UFRN) “Vitoriosa a revolução, abre-se uma espécie de vazio de poder por força do colapso político da burguesia do café e da incapacidade das demais fracções de classe para assumi-lo, em caráter exclusivo.(…)

Na descontinuidade de outubro-1930, o Brasil começa a trilhar enfim o caminho da maioridade política. Paradoxalmente, na mesma época em que tanto se insistia nos caminhos originais autenticamente brasileiros, para a solução dos problemas nacionais, iniciava-se o processo da efetiva constituição das classes dominadas, abriam-se os caminhos nem sempre lineares da polarização de classes e as grandes correntes ideológicas que dividem o mundo contemporâneo penetravam no país.”

FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930: historiografia e história. São Paulo: Brasiliense, 1972. p. 112-114.

O autor do texto, analisando o significado da Revolução de 1930 para a história do Brasil, defende que:

a) As diversas fracções de classe tiveram iguais oportunidades de assumir o poder, face à queda da burguesia do café.

b) Socialmente, o processo desencadeado pela Revolução veio agravar as separações entre as classes na sociedade brasileira.

c) O movimento foi vitorioso porque contou com o apoio efetivo das diversas categorias sociais, que estavam atingindo sua maturidade política.

d) Politicamente, o colapso da burguesia cafeeira abriu os caminhos para a construção de uma Pátria democrática e igualitária.

– (UFRN) “Vitoriosa a revolução, abre-se uma espécie de vazio de poder por força do colapso político da burguesia do café e da incapacidade das demais fracções de classe para assumi-lo, em caráter exclusivo.(…)

Na descontinuidade de outubro-1930, o Brasil começa a trilhar enfim o caminho da maioridade política. Paradoxalmente, na mesma época em que tanto se insistia nos caminhos originais autenticamente brasileiros, para a solução dos problemas nacionais, iniciava-se o processo da efetiva constituição das classes dominadas, abriam-se os caminhos nem sempre lineares da polarização de classes e as grandes correntes ideológicas que dividem o mundo contemporâneo penetravam no país.”

FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930: historiografia e história. São Paulo: Brasiliense, 1972. p. 112-114.

Boris Fausto afirma que as grandes correntes ideológicas que dividem o mundo contemporâneo penetraram no Brasil e ganharam destaque entre 1934 e 1937.

A Ação Integralista Brasileira (AIB) e a Aliança Nacional Libertadora (ANL) foram as organizações políticas que as refletiram.

Essas duas ideologias eram, respectivamente,

a) nacionalismo e nazi-fascismo.

b) marxismo-leninismo e liberalismo.

c) nazi-fascismo e marxismo-leninismo.

d) comunismo e liberalismo.

– (UFPARA) Uma análise das transformações sócio-econômicas deflagradas no Brasil, ao longo da Primeira República (1889-1930), permite compreender os múltiplos nexos existentes entre desenvolvimento industrial, relações de trabalho e urbanização. Neste sentido, é correto afirmar:

a) a industrialização foi impulsionada pela incorporação dos ex-escravos ao mercado formal de trabalho, formando o principal contingente do proletariado urbano-industrial, no início do século XX

b) a expressiva presença dos imigrantes estrangeiros na formação do operariado urbano-industrial teve, entre outras repercussões, a difusão de ideologias de cunho anarquista e socialista em determinadas organizações operárias, destinadas a combater a opressão capitalista

c) as condições infra-estruturais urbanas e de transporte, desenvolvidas em decorrência da expansão da cultura do café, foram favoráveis à nossa industrialização, ainda que os cafeicultores se negassem a investir parte de seus capitais excedentes no setor industrial

d) a política de substituição de importações, colocada em prática no Brasil durante a 1ª Guerra Mundial, permitiu à burguesia nacional um expressivo acúmulo de capitais, investidos na ampliação das indústrias de bens de capital e na melhoria das condições de trabalho do operariado

e) podemos considerar como um dos reflexos da urbanização e industrialização no Brasil, a ampliação numérica das camadas médias, segmento social dotado de autonomia no plano político e ideológico com relação ao poder das oligarquias rurais, como se evidencia no movimento tenentista

– (UFMG) Observe a charge.


Augusto Bandeira. Rio de Janeiro, jul. 1962. 21x27cm.

Essa charge se refere ao período da História do Brasil, no qual

a) o Brasil adota o parlamentarismo, e o presidente não consegue conciliar as diversas forças políticas que atuavam no País.

b) as lideranças partidárias buscam a imagem de um líder carismático que possa unir todas as tendências políticas em uma só.

c) os primeiros partidos de cunho nacionalista são formados para compor uma frente de apoio ao Presidente.

d) o Governo brasileiro tenta reordenar os partidos políticos, através de uma reforma no sistema partidário.

– (PUC-RJ)

“Durante a greve dos padeiros em 1934, [no Rio de Janeiro,] um memorial levado ao ministro do Trabalho pelos representantes da União dos Empregados em Padarias reivindicava a aplicação das seguintes convenções:
1o – Assinatura de contratos coletivos de trabalho para a mais exata observância da lei de 8 horas de trabalho (…);
2o – Concessão de férias dentro do corrente ano (…);

(…)

6o – Observância rigorosa da lei sobre o trabalho dos menores; (…)”

[Correio da Manhã, 04/09/34, p.5]

É correto afirmar que a ação dos padeiros, durante a greve de 1934, expressava:

a) reivindicações históricas do movimento operário desde o início do século, que, até a data da greve acima mencionada, foram completamente desconsideradas pelo Estado brasileiro.

b) o seu interesse em assegurar os direitos recém-adquiridos pelos trabalhadores urbanos brasileiros, através da legislação social promulgada pelo governo Vargas no início dos anos 30.

c) a importância assumida pelo trabalho infantil nos serviços urbanos na década de 30, especialmente quando trabalhavam acompanhados de seus pais, como era o caso nas padarias.

d) a emergência dos comunistas como liderança do movimento sindical, implementando a tática de greves reivindicativas de direitos sociais, caracterizando, simultaneamente, a perda de importância dos anarquistas e dos socialistas.

e) a predominância dos trabalhadores do setor de comércio, em detrimento dos trabalhadores fabris, na organização e ativação das lutas sindicais dos anos 30 e de sua permanência até os anos 50.


– (UFRN) Ao comentar a arte brasileira, Benedito L. de Toledo faz a seguinte descrição:

 E se olharmos para o teto, veremos o próprio céu retratado em pintura ilusionística no forro, que foi rompido para mostrar o Paraíso com a Virgem, os anjos e os santos.

A talha usará colunas torcidas recobertas de vinhas e povoada de querubins, aves, frutos, cada elemento procurando vibrar e tomar todo o espaço possível. As colunas torsas serão as grandes eleitas porque sua estrutura helicoidal é o próprio movimento sem fim.

À noite, os interiores das igrejas revelam novas surpresas. A iluminação à vela produz uma luz vacilante que faz vibrar o ouro da talha, dramatiza as pessoas e as imagens. Sente-se que se está num espaço consagrado pelo perfume do incenso vindo do altar-mor, onde é mais intenso o brilho do ouro na luz incerta das velas.

[adaptação] TOLEDO, Benedito Lima de. Apud FERREIRA, Olavo Leonel. História do Brasil. São Paulo: Ática, 1995. p.166.

O autor da descrição se refere ao caráter essencial do estilo

a)  Barroco – lirismo, apelo à emoção, busca de uma dinâmica infinita, solicitação de todos os sentidos.

b)  Naturalista – solidez, despertar da fé pela contemplação da natureza, quer do reino animal, vegetal ou mineral.

c)  Gótico – grandiosidade e leveza, tornada possível graças ao emprego de arcos em forma de ogiva e de inúmeros vitrais.

d)  Neoclássico – ênfase na harmonia e no equilíbrio, apelo às faculdades racionais do homem e realce para os elementos estruturais da construção.

– (UFRN) Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar de Souza afirma:

Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o “Estado” beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário da “Usina Ilha do Maranhão”, localizada em Canguaretama, e outros correligionários do setor residentes no agreste potiguar.

[adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889–1930). Natal:[s.n.], 1989. p.21.

A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos Albuquerque Maranhão apoiava-se

a)  num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus partidários.

b)  na prática de uma política econômica racional que estava de acordo com as diretrizes modernizantes da República.

c)  na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais.

d)  numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas categorias.

8 – (PUC-MG) Na década de 1920, eclodiu no Brasil um movimento político significativo conhecido como Tenentismo. Sobre ele, é correto afirmar, EXCETO:

a) defendia uma maior centralização do Estado e uniformização legislativa.

b) buscava apoio e aliança com as camadas populares para a “salvação nacional”.

c) expressava o inconformismo de parte dos setores médios com sua exclusão do jogo político.

d) apresentava um programa de traços autoritários e nacionalistas.

e) atacava a oligarquia paulista, expressando as esperanças de alteração da ordem vigente.


9 – (PUC-MG) RESPONDA ÀS QUESTÃO, TENDO EM VISTA O SEGUINTE TEXTO:

 MUNDO DO TRABALHO URBANO

“(…) Como praticamente não existiu legislação social até a década de 1930, o que imperava eram os regulamentos internos elaborados pelas fábricas para controlar o trabalho e resolver possíveis questões e conflitos.

Tais regulamentos internos de fábricas eram muito rígidos de modo geral, estabelecendo total disciplina e impondo mesmo multas e castigos físicos para pequenas falhas ou atos julgados condenáveis no interior do espaço fabril. Os horários e o ritmo de trabalho eram duramente supervisionados e às vezes pequenos erros ou atos sem importância implicavam multas altas que diminuíam ainda mais os salários operários. Havia trabalhadores que chegavam a receber no fim do mês apenas dois terços de seus salários.

Crianças de 9 a 14 anos trabalhavam comumente nas fábricas, recaindo sobre elas castigos físicos pesados. Crianças de cinco anos trabalhavam ocasionalmente nas indústrias e não escapavam de surras e castigos. Brincadeiras, conversas, vaias, ausências ao serviço, demora no banheiro eram consideradas faltas passíveis de punição, além da participação em greves, filiação aos sindicatos, erros no serviço, desobediência a quaisquer ordens e assim por diante. Não devemos nos espantar, portanto, de que as fábricas tenham sido freqüentemente comparadas a cárceres e prisões.

Quando as fábricas ou empresas dispunham de vilas operárias ou casas para moradia dos trabalhadores em suas cercanias, havia também regulamentos para controle da vida proletária fora dos muros das fábricas. Havia normas para a movimentação de pessoas, com horários fixos de entrada e saída, horário de silêncio, horário para dormir, etc. A vida operária era controlada também nas vilas operárias através da creche, da escola, da igreja, dos equipamentos de lazer existentes, sendo os costumes policiados para um bom desempenho e produtividade no trabalho. Em troca, portanto, de condições de habitação melhores e mais estáveis, o operariado dessas vilas era submetido mais diretamente ao controle dos industriais, até mesmo em seu tempo livre. A disciplina rigorosa do interior das fábricas era estendida para fora delas, nas vilas que constituíam um prolongamento do universo fabril.

Se no interior das fábricas e estabelecimentos de trabalho a situação era árdua para os proletários de então, a vida cotidiana fora das fábricas não era menos sofrida.

Mesmo em São Paulo e no Rio de Janeiro, os salários operários nas primeiras décadas republicanas revelaram um pobre poder aquisitivo, um pequeno poder de compra. Isso pode ser constatado não só através da manutenção de padrões alimentares deficientes e inadequados; a baixa qualidade habitacional, os precários níveis de saúde e higiene, o exíguo e modesto vestuário, as pequenas possibilidades de instrução, o escasso tempo de lazer também podem atestar a vida difícil da classe operária em seus primeiros tempos de existência.

O modo de vida do operariado e das camadas mais pobres da população era bastante semelhante, o que possibilitou, pelo menos nas cidades mais industrializadas do país, sua união em torno de interesses e objetivos comuns desde os primórdios da atividade industrial.”

DECCA, Maria Auxiliadora Guzzo de. Indústria, trabalho e cotidiano: Brasil – 1889 a 1930. p. 14-16.

O tema central do texto refere-se:

a) ao mundo das fabricas no Brasil até 1930, destacando o cotidiano na vida dos trabalhadores.

b) à organização do movimento operário no Brasil, no período que antecede a Era Vargas.

c) à exploração do trabalho infantil em substituição ao trabalho adulto nas fábricas brasileiras.

d) às dificuldades do operariado frente ao empresariado, devido à falta de organização sindical.

e) à expansão da atividade industrial no Brasil a partir da crise da economia agrário-exportadora.

10 – (PUC-MG) O período compreendido entre os anos de 1937 a 1945 ficou conhecido na história do Brasil como Estado Novo. São características desse período, EXCETO:

a) o crescimento industrial estimulado pelo Estado, que passou a regular a acumulação do capital.

b) o aumento das exportações brasileiras de matérias-primas para suprir demandas dos países beligerantes.

c) a criação da imagem de Getúlio como “pai dos pobres” por aumentar substancialmente os salários dos trabalhadores do campo.

d) a reunião das leis trabalhistas, formando, em 1943, a CLT, que ainda hoje regulamenta as relações entre patrões e empregados.

e) a criação de empresas estatais como a CSN e a Vale do Rio doce, que se destina à exploração de minérios.

Gabarito:
1-b 2-c 3-b 4-a 5-b 6-a 7-a 8-b 9-a 10-c

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1(PUC-PR) Instalado em 1822, o Império do Brasil encontrou dificuldades no reconhecimento de sua Independência por parte dos Estados europeus.
Essas dificuldades existiam devido:

a) ao fato de o Brasil ter pesadas dívidas em várias capitais européias.

b) ao fato de ter estabelecido a forma monárquica de governo.

c) à sua própria organização interna, pois a Constituição de 1824 afastava o voto direto, secreto e universal.

d) à política reacionária e antinacionalista definida no Congresso de Viena e praticada por várias potências européias.

e) à negativa do governo de D. Pedro I em restituir a Província Cisplatina aos seus povoadores de origem castelhana.

2 – (PUC-RS) Instrução: Para responder à questão, sobre os partidos políticos no Império, observe atentamente o organograma abaixo.

(Extraído de ALENCAR, Chico et al. História da Sociedade Brasileira. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1996, p. 158.)

Tendo por base o organograma acima, é correto afirmar que

a) os “partidos” português e brasileiro, existentes no Primeiro Reinado, eliminaram suas divergências ao longo do Período Regencial, vindo a unificar-se e a formar o Gabinete da Conciliação (1853-58).

b) os grupos políticos dos Liberais Moderados e dos Liberais Exaltados, existentes durante o Período Regencial, passam a formar unanimemente o Partido Liberal, a partir de 1840.

c) os Liberais Moderados ou “Chimangos”, grupo formado exclusivamente por gaúchos ligados a Borges de Medeiros, são os responsáveis diretos pela criação do Partido Republicano, a partir de 1870.

d) os Partidos Liberal e Conservador eram formados, parcialmente, por políticos ligados aos grupos liberais moderados do Período Regencial.

e) os Partidos Conservador e Liberal não tinham qualquer ligação, respectivamente, com os Partidos Regressista e Progressista, o que é indicado pela linha tracejada, que representa uma ruptura entre estes grupos políticos.

3 – (PUC-RJ) O café tornou-se o principal produto brasileiro de exportação durante o século XIX. Considere as afirmações abaixo sobre o processo de expansão da lavoura cafeeira:

I. A cultura para exportação instalou-se, logo no início do século, no Vale do Paraíba fluminense, a partir da conjunção dos interesses da nobreza do Reino, recém-chegada, com os interesses dos proprietários coloniais.

II. O plantio expandiu-se, a partir de meados do século, para o Vale do Paraíba paulista e mais tarde para o Oeste Paulista. Essa expansão foi facilitada pelo encontro de solo fértil propício, ainda que dificultada pela necessidade de expulsão dos antigos ocupantes da região.

III. A exportação, que durante a primeira metade do século, era majoritariamente para a Inglaterra, a partir de 1870 direcionou-se para os Estados Unidos, quando passou a representar o equivalente a mais da metade da pauta de exportação brasileira.

IV. As relações de trabalho predominantes transformaram-se, após o fim do tráfico negreiro intercontinental, em meados do século. De relações escravistas no Vale do Paraíba fluminense passaram a relações de assalariamento no Vale do Paraíba e Oeste paulista.

Assinale:

a) se e somente se I, II e III são corretas.

b) se e somente se II, III e IV são corretas.

c) se e somente se I, II e IV são corretas.

d) se e somente se I, III e IV são corretas.

e) se todas são corretas.

4 – (PUC-PR) O estudo comparativo das Constituições Brasileiras de 1824 (Carta Outorgada, Imperial) e de 1891 (Carta promulgada, Republicana) não permite afirmar:

a) A Carta de 1891 estabeleceu a Federação como forma de Estado.

b) A Carta Republicana teve inspiração européia, ao passo que a lei maior imperial buscou seguir o modelo norte-americano.

c) A Carta de 1824 criou o Unitarismo como forma de Estado, mesmo porque as Províncias eram destituídas de preparo político.

d) A Carta Imperial criou 4 (quatro) poderes, mas o documento republicano estabeleceu somente 3 (três).

e) Enquanto o estatuto Imperial recebeu uma emenda, o Ato Adicional, um progresso rumo à federação, a Carta republicana foi emendada em 1926, com fortalecimento do Poder Central.

5 – (PUC-PR) Os exames dos dados sobre o tráfico negreiro para o Brasil e as conseqüências de sua extinção permitem afirmar:

Número de escravos introduzidos no país

Número de escravos introduzidos no páis

1845

19453

1846

50325

1847

56172

1848

60000

1849

54000

1850

23000

1851

3278

1852

700

Fonte: Olavo Leonel Ferreira. História do Brasil. São Paulo, Ática, 1978, pág. 215

a) A diminuição do número de cativos introduzidos em 1850, com relação ao ano anterior, reflete apenas a repressão inglesa do “Bill Aberdeen”.

b) O menor número de escravos introduzidos em 1850, com relação ao ano anterior, reflete também as providências trazidas pela Lei Rio Branco ou do Ventre Livre.

c) Os capitães dos navios negreiros aumentaram suas atividades em 1851 também como reflexo da Lei Nabuco de Araújo.

d) O aumento da cafeicultura necessitava de mão-de-obra e, terminado o fluxo africano, foi incentivada a imigração branca européia.

e) O número de escravos trazidos em 1852 reflete também as conseqüências da Lei do Ventre Livre.

6 – (PUC-RJ) Sobre a religiosidade e a Igreja Católica no século XIX, no Brasil, é correto afirmar que:

a) Segundo as leis do Império, ao Imperador cabia o direito do padroado, nomeando bispos e outros titulares de cargos eclesiásticos no Brasil e, desta forma, subordinando a hierarquia da Igreja ao poder imperial.

b) A Constituição de 1824 estabelecia a “Religião Católica Apostólica Romana” como “Religião do Império”, e, assim, proibia, terminantemente, o culto de todas as outras religiões.

c) A quase totalidade da população brasileira era católica e utilizava o espaço das igrejas para praticar a religião. O episódio de Canudos, ao final do século, representando um desvio nos cânones da Igreja pelos seguidores de Conselheiro, configurou uma exceção.

d) A união entre Igreja e Estado nem sempre se realizou de forma harmônica. A “Questão religiosa”, em fins do Império, expressou a insatisfação de alguns bispos perante a proibição do Imperador ao livre funcionamento das lojas maçônicas.

e) Enquanto algumas ordens religiosas, como a dos beneditinos e a dos carmelitas, estabeleceram-se livremente, no Brasil, outras, como a dos jesuítas e a dos franciscanos foram proibidas de construir igrejas e mosteiros.

7 – (PUC-RJ) “A raça ariana, reunindo-se, aqui, a duas outras totalmente diversas, contribuiu para a formação de uma sub-raça mestiça e crioula, distinta da européia. Não vem ao caso discutir se isto é um bem ou um mal; é um fato e basta.”

(Sílvio Romero, História da Literatura,)

Nos anos que antecederam a abolição da escravidão no Brasil e nas décadas que a sucederam, houve uma longa controvérsia, expressa em polêmicas, discursos e livros, acerca do caráter racial brasileiro. Acerca desta questão, analise as afirmativas abaixo:

I) As teses sobre a inferioridade da “raça africana”, aliada ao sentimento da sua incapacidade para o trabalho livre e auto-estimulado, reforçaram a opção dos cafeicultores paulistas pela imigração européia.

II) O argumento de “que a raça chinesa abastarda e faz degenerar a nossa” objetivou impedir a imigração de chineses _ os “coolies” – para substituir a mão de obra escrava.

III) Vários homens de ciência, após a Abolição, defenderam que somente a fusão dos grupos étnicos poderia aprimorar o homem brasileiro, ao propiciar o seu branqueamento.

IV) Ao longo da década de 20, mas principalmente na seguinte, o homem nacional mestiço foi valorizado, sendo inclusive o argumento para a lei da nacionalização do trabalho, de 1931, obrigando todas as empresas urbanas a empregar, pelo menos, 2/3 de mão de obra nacional.

Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas:

a) somente I, II e III.

b) somente I, III e IV.

c) somente II, III e IV.

d) somente I, II e IV.

e) todas as afirmativas estão corretas.

8 – (UFPE) Processo político de emancipação do Brasil desenvolveu-se dentro de condições bastante especiais, dentre as quais é correto assinalar:

a) a presença de D. Pedro I, como regente do trono, estabelecia a possibilidade de uma separação entre Portugal e Brasil, sem, contudo, romper radicalmente com o regime monárquico.

b) as primeiras notícias chegadas ao Brasil dos acontecimentos do Porto deflagraram, em todas as províncias brasileiras, movimentos de repúdio à revolução lusa, formando-se “Juntas Constitucionais”.

c) a Revolução do Porto, fundamentada em idéias liberais, tinha entre seus objetivos a reforma constitucional portuguesa e a emancipação política das suas colônias, entre elas, o Brasil.

d) nas Juntas Constitucionais formadas por brasileiros e portugueses, nas quais os brasileiros eram em maior número, havia a firme decisão de não se acatarem as resoluções tomadas pelas cortes em Lisboa, o que contrariava os interesses lusos.

e) Com relação ao Brasil, os revolucionários portugueses do Porto, mantinham a coerência com os postulados liberais, mostrando-se intransigentes defensores da emancipação política brasileira.

9 – (UFPE) A crise do Império, no Brasil, foi marcada por uma série de questões que favoreceram a Proclamação da República. Sobre essas questões e suas características, analise as proposições abaixo.

1) As idéias republicanas fizeram parte de diversos movimentos históricos no Brasil. Contudo, só a partir de 1870, ano em que foi lançado o Manifesto Republicano, o movimento ganhou uma formação mais sólida e concreta.

2) No período colonial, a Igreja Católica no Brasil era uma instituição submetida ao Estado. Ou seja, nenhuma ordem papal poderia vigorar no Brasil sem a autorização do imperador. A desobediência a esses preceitos, por parte dos bispos de Olinda e Belém, em 1872, deu início ao que se convencionou chamar de Questão Religiosa.

3) Quando foi abolida a escravidão no Brasil, os senhores de escravos, por não terem recebido as indenizações do governo a que achavam fazer jus, passaram a apoiar a causa republicana. Por isso foram chamados “republicanos do 13 de maio”.

4) Os militares, após a Guerra do Paraguai, passaram a gozar mais prestígio na sociedade brasileira, o que também era reconhecido pelo Imperador, que precisava deles para manter-se no poder. Daí, a sua lealdade à monarquia quando se proclamou a República no Brasil

5) Dentre as questões que contribuíram para a Proclamação da República no Brasil não se pode inserir a questão militar, pelas razões expostas no item anterior.

Estão corretas:

a) 1,2 e 3

b) 2,3,4

c) 1,2,4

d) 2,4,5

e) 3,4,5

10 – (UFF) Ao longo do século XIX, a Inglaterra deu inúmeras demonstrações de seus interesses políticos e econômicos na América Latina, atuando, direta ou indiretamente, em diversos conflitos inter-americanos.

Assinale a opção que caracteriza corretamente a atuação inglesa em uma das questões platinas.

a) A Tríplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai, responsável pela derrota paraguaia em 1870, não foi senão um disfarce para as ambições colonialistas inglesas na região platina.

b) A Inglaterra foi a grande vitoriosa na Guerra do Paraguai, onde interveio com sua Marinha de guerra, pois temia que Solano López transformasse o Paraguai em potência concorrente do capitalismo britânico.

c) A intervenção inglesa na Guerra do Paraguai, a partir de 1866, tinha por objetivo assenhorear-se da produção paraguaia de algodão, uma vez que a indústria têxtil britânica se viu privada de sua principal matéria-prima com a derrota do sul escravista na Guerra de Secessão, em 1865.

d) A Inglaterra interveio diretamente contra o governo argentino de Juan Manuel de Rosas, na década de 40, a ponto de a Armada inglesa bloquear o porto de Buenos Aires.

e) A intervenção inglesa contra o regime de Juan Manuel de Rosas, nos anos 40, objetivou restaurar o bloqueio de Buenos Aires na embocadura do Rio da Prata, considerado essencial para o livre comércio na região.

Gabarito:
1-d 2-d 3-a 4-b 5-d 6-a 7-e 8-a 9-e 10-e

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1
– (PUC-PR) Em relação ao Direito Romano, é incorreto afirmar:

a) A Lei das Doze Tábuas, surgida no século V a. C., conservava muito do caráter mágico-religioso que orientava as sociedades antigas e é uma das principais fontes do Direito Romano.

b) Os estrangeiros e os escravos tinham acesso aos tribunais romanos da mesma forma que os patrícios.

c) Em Roma, havia nítida distinção entre o Direito Público, que regulava as relações entre o cidadão e o Estado, e o Direito Privado, que tratava das relações dos cidadãos entre si.

d) A diversidade étnica e cultural do Império, as relações comerciais entre Roma e as Províncias e a concessão da cidadania romana a todos os habitantes do Império fizeram aos poucos com que o Direito se universalizasse e perdesse muito do seu excessivo formalismo.

e) O Direito Natural foi uma filosofia reforçada pelo Cristianismo, que afirmava que todos os homens nasciam livres.


2
– (PUC-PR) Considere a estrutura da Cidade-Estado ou Pólis Ateniense, em sua fase democrática, nos séculos V e IV a. C.

Preencha as lacunas que identificam as suas instituições principais:

1 – _______________, assembléia de cidadãos que se reuniam em praça pública, aprovando as leis.

2 – _______________, equivalente ao poder judiciário, cuja pena de morte era a ingestão de cicuta.

3 – _______________, os estrategos, que exerciam papel equivalente ao de ministros.

4 – _______________, que preparava os projetos de leis.

5 – _______________, estrangeiros, que eram, como modernamente, excluídos da vida pública.

Assinale a seqüência que preencha corretamente as lacunas:

a) Ápela – Areópago – Dez Generais – Gerúsia – Metecos.

b) Bulé – Areópago – Dez Generais – Gerúsia – Periecos.

c) Eclésia – Heliastas – Dez Generais – Conselho dos Quinhentos – Metecos.

d) Eclésia – Bulé – Conselho de Estado – Conselho dos Quinhentos – Periecos.

e) Ápela – Gerúsia – Dez Tribunos – Tribunato – Ilotas.

3(PUC-PR) Quanto à sociedade bizantina, assinale a alternativa incorreta:

a) O Império Bizantino sobreviveu onze séculos devido ao uso das guerras e da diplomacia para repelir, desviar ou enquadrar os inúmeros povos invasores que se abateram sobre seus domínios.

b) As questões religiosas internas, como as heresias da Iconoclastia e o Monofisismo, garantiram a unidade da religião cristã e permitiram a preservação da tradição romana.

c) A civilização bizantina exerceu profunda influência sobre as sociedades medievais, principalmente a sociedade eslava, à qual transmitiu muitas de suas instituições político-jurídicas e realizações culturais.

d) A arte bizantina expressou-se particularmente na edificação de igrejas, mosteiros e palácios, retratando a sua subordinação à religião e ao Estado.

e) O Cristianismo Bizantino apresentava-se impregnado de misticismo.

4
– (UFPB) Segundo Marilena Chauí, “a Filosofia surge quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas.”

(Convite à Filosofia. 4 ed., São Paulo: Ática, 1995, p. 23).

É legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu:

a) A aspiração ao conhecimento verdadeiro, à felicidade e à justiça, indicando que a humanidade não age caoticamente.

b) A preocupação com a continuidade entre a vida e a morte, através da prática de embalsamamento e outros cuidados funerários.

c) A criação da dialética, fundamentada na luta de classes, como forma de explicação sociológica da realidade humana.

d) O nascimento das ciências humanas, implicando em conhecimentos autônomos e compartimentados.

e) A produção de uma concepção de história linear, que tratava dos fins últimos do homem e da realização de um projeto divino.

5 – (PUC-PR) Algumas civilizações tiveram características marcantes, sendo fácil identificá-las. Assim sendo, numere a coluna II conforme o conteúdo da coluna I e depois assinale a opção que contém a seqüência correta.

COLUNA I

(1) Base racial primitiva ariana, imperialismo, colonialismo, criação do Direito.

(2) Base racial primitiva semita, amor ao comércio e ao lucro, invenção do alfabeto.

(3) Base racial primitiva hamítica, politeísmo antropozoomórfico, isolamento geográfico, grande condicionamento às condições geográficas.

(4) Base racial primitiva semita, expansionismo político-religioso, monoteísmo, origens medievais pelo calendário Ocidental.

(5) Multiplicidade racial, fragmentação política, grande influência do catolicismo, ruralização.

COLUNA II

( ) Civilização Hebraica

( ) Civilização Feudal

( ) Civilização Árabe

( ) Civilização Egípcia

( ) Civilização Romana

( ) Civilização Grega

( ) Civilização Fenícia

a) 4 – 5 – 3 – 1 – 2.

b) 5 – 4 – 1 – 3 – 2.

c) 4 – 5 – 2 – 1 – 3.

d) 3 – 5 – 4 – 2 – 1.

e) 5 – 4 – 3 – 1 – 2.

6 – (PUC-PR) Em relação ao pensamento científico e filosófico grego, é correto afirmar:

a) Na Grécia não havia uma clara distinção entre Filosofia e Ciência.

b) Heráclito lançou as bases da concepção dialética do mundo ao afirmar que tudo está em movimento e transformação.

c) Todas as alternativas estão corretas.

d) Os sofistas percorriam as cidades ensinando. Foi com eles que a educação se tornou atividade profissional.

e) A Escola Pitagórica acreditava que o número era a essência do universo e a medida de todas as coisas.

7 – (PUC-RS)
As chamadas Guerras Médicas, contra os persas, no século V. a.C., condicionaram uma série de transformações políticas, econômicas e sociais no mundo grego. Dentre essas transformações é correto apontar

a) a consolidação da hegemonia de Esparta sobre toda a Grécia, em virtude da forte concentração militar produzida por aquela cidade na região do Peloponeso.

b) a relativa decadência comercial de Atenas, que teve sua frota mercante severamente reduzida pelos ataques persas no mar Egeu.

c) a formação da Confederação de Delos, uma liga militar de forças terrestres comandada por Esparta.

d) a intensificação da luta interna entre os partidos democrático e aristocrático em Atenas.

e) a substituição do domínio econômico do setor agrícola pelo comercial, em Esparta.

8
– (UFPB) Leia o trecho abaixo:

“A nossa constituição não tem nada a invejar às leis dos outros: ela é um modelo, e não imita. Chama-se democracia porque funciona para o maior número, e não para uma minoria. Todos participam igualmente nas leis respeitando aos assuntos privados, é apenas o valor que introduz distinções, e as honras vão mais para os méritos do que para a fortuna. Nem a pobreza nem a obscuridade impedem de servir a um cidadão capaz de servir a cidade”.

(Discurso de Péricles. In: MOSSÉ, Claude. As Instituições Gregas, Lisboa: Ed 70, 1985, p. 157.)

Apesar da citação apresentar uma visão bastante positiva da democracia ateniense, sabe-se, contudo, que nem todos os setores sociais participavam daquele processo político. Dentre os setores da sociedade da época, apenas tinham uma participação efetiva os(as)

a) escravos estrangeiros que conseguiam a liberdade.

b) mulheres nascidas em Atenas.

c) atletas estrangeiros que venciam os Jogos Olímpicos.

d) pequenos proprietários de terra.

e) estrangeiras casadas com cidadãos atenienses.

9 – (UFPE) Analise as proposições abaixo:

1) Com a desintegração do Império Romano do Ocidente, surgiram, a partir do século V, os reinos romano-germânicos, que desconheciam a noção de Estado.

2) Fruto da aliança burguesia – realeza, surgiram, no século XII, as monarquias feudais na Inglaterra e na França.

3) As monarquias ibéricas do início da Idade Moderna surgem a partir da luta entre a nobreza cristã e os muçulmanos.

4) A formação do Império Romano do Ocidente fortaleceu-se com as migrações dos povos germânicos.

5) Durante os séculos IX e X, os imperadores bizantinos conquistaram as ilhas de Chipre, Creta e Sicilia, reforçando o império Romano do Ocidente.

Estão corretas:

a) 1, 2 e 3

b) 1, 2 e 5

c) 1, 4 e 5

d) 1, 3 e 4

e) 3, 4 e 5

10
– (UFCE) O texto abaixo faz referências à História de Roma durante a República e o Império:

“O período mais igualitário (em princípio) foi o último século da República em que, por exemplo, os deveres dos libertos foram muito reduzidos. Mas com a instauração do Império produziu-se uma forte reação que pouco a pouco se foi acentuando: a desigualdade volta de novo a ser, de facto, o princípio da organização política e social, estruturada em torno da hierarquia…”

(NICOLET, Claude. O Cidadão e o Político in GIARDINA, Andrea. (Direção de). O Homem Romano. Lisboa: Editorial Presença, 1992, p. 24 e 25)

Considerando o ponto de vista da autora, podemos afirmar que:

a) o direito à participação política consolidou o poder dos plebeus a partir da implantação da República Romana;

b) os patrícios eram os pequenos proprietários de terras, que não possuíam escravos;

c) a centralização do poder atingiu seu ápice durante a República;

d) a República Romana tornou-se uma forma de governo mais participativa do que o Regime Imperial;

e) o Regime Imperial estabeleceu a divisão de poderes, garantindo a autonomia do Senado.

Gabarito:
1-b 2-c 3-b 4-a 5-e 6-c 7-d 8-d 9-a 10-d

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